Como podemos viver e mudar a Escola em conjunto?

Arrancou a oficina de formação sobre ECG no âmbito do Projeto Escola, Ser Vivo dentro de um Ecossistema para professores das escolas do Lumiar e de Benfica 

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Pensar num problema ligado à Escola, elaborar um plano de investigação, partindo de uma perspetiva de Educação para a Cidadania Global, e agir sobre ele de forma colaborativa, em busca da transformação. Foi esta a proposta lançada aos 17 docentes participantes da oficina de formação acreditada “Viver e Mudar a Escola em Conjunto”. 

A formação, divida em 4 módulos, dá-se no âmbito do projeto Escola, Ser Vivo dentro de um Ecossistema, sendo direcionada para os docentes dos Agrupamentos de Escolas a ele associados: AE de Benfica e AE Lindley Cintra. É organizada pela FGS e o CIDAC, em parceria com o Centro de Formação Professor Orlando Ribeiro, da Associação Portuguesa de Geógrafos

Durante a primeira metade da formação, os dois grupos de docentes tiveram a oportunidade se conhecer e, entre outras coisas, de apresentar as suas escolas através de visitas guiadas, trocando impressões sobre diferenças e semelhanças nas suas várias dimensões. Após uma primeira reflexão sobre o que poderá significar viver e mudar a escola em conjunto, surgiram questões como a resistência à mudança no sistema educativo, a instabilidade do corpo docente nas escolas e, por fim, a conclusão de que a mudança é vista como urgente e que o coletivo é um pilar fundamental da transformação.  

A problematização das questões pensadas foi o passo seguinte: perceber quais dos problemas mencionados eram transformáveis e de que perspetiva poderiam ser trabalhados. Formados três grupos, problematizaram-se três temáticas que serão o ponto de partida para se investigar e, numa fase seguinte, se criarem planos de ação que apoiem mudanças nas escolas durante os próximos 2 anos: 

– O que leva à falta de participação da comunidade nas atividades não-letivas? (Escola Secundária do Lumiar) 

– Existe a necessidade de espaços na escola que sejam vivenciados pelos/as estudantes como seus? (Escola Básica Prof. Lindley Cintra e Escola Secundária do Lumiar) 

– Que espaços exteriores da Escola não estão a ser utilizados nem como espaços de lazer nem como espaços de aprendizagem e que ligação existe entre este facto e alguma não apropriação de estudantes e docentes em relação à escola? (Escola Secundária José Gomes Ferreira) 

A formação contará com mais três momentos de trabalho conjunto, sendo o último em janeiro de 2020, altura em que se procederá à implementação da avaliação do processo.